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Cuidado! Especialista revela segredos para correr sem se machucar: Prepare-se para a maratona!

redacao by redacao
31/08/2026
in Últimas Notícias
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Cuidado! Especialista revela segredos para correr sem se machucar: Prepare-se para a maratona!

Foto: Acervo

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Por Marina Roveda

Iniciar na corrida de rua pode parecer simples: calçar um tênis e sair por aí. Contudo, essa ideia muitas vezes esconde uma realidade mais complexa. Para quem deseja transformar a corrida em um hábito saudável, é essencial um planejamento cuidadoso, fortalecimento muscular, respeito aos limites do corpo e, idealmente, acompanhamento profissional. Esses fatores podem ser determinantes para evitar lesões e garantir uma prática segura.

Nos últimos anos, a corrida de rua ganhou popularidade entre aqueles que buscam melhorar o condicionamento físico, cuidar da saúde ou simplesmente incorporar uma nova atividade à rotina. A acessibilidade da modalidade, que não requer um local específico e tem baixos custos iniciais, atrai muitos iniciantes. Entretanto, essa aparente facilidade pode fazer com que subestimem a preparação necessária para evitar contratempos.

Um estudo recente publicado no British Journal of Sports Medicine, que acompanhou 5.205 corredores ao longo de 18 meses, revelou que 35% dos participantes sofreram lesões relacionadas à corrida. Dentre os casos, 72% foram classificados como lesões por sobrecarga, resultado da repetição excessiva do esforço.

De acordo com o ortopedista da Hapvida, Renato Pinto, um dos principais erros dos iniciantes é a pressa em evoluir. “É comum que, ao começar a correr, a pessoa fique empolgada e queira aumentar rapidamente a distância, a velocidade ou a frequência dos treinos. No entanto, o corpo necessita de tempo para se adaptar ao impacto e ao esforço constante. Quando essa progressão não é feita de maneira adequada, o risco de lesões cresce consideravelmente”, esclarece.

As dores nos joelhos, fascite plantar, canelite, tendinites, lesões musculares e fraturas por estresse estão entre as complicações mais frequentes entre os corredores. As áreas mais afetadas costumam ser os membros inferiores, como joelhos, pernas, tornozelos e pés.

Treino sem dor é o ideal

Um conceito errôneo muito disseminado entre praticantes de atividades físicas é o de que sentir dor é uma parte inevitável do progresso. Renato Pinto destaca a importância de distinguir o desconforto muscular, que pode surgir após treinos intensos, de dores que requerem atenção. “Um leve desconforto é normal, especialmente quando se inicia ou se faz um esforço diferente. Porém, dores localizadas que pioram durante a corrida, provocam inchaço ou persistem após o repouso devem ser avaliadas. Ignorar esses sinais pode agravar uma lesão e prolongar o tempo de recuperação”, alerta.

Indivíduos com histórico de lesões, dores articulares frequentes ou condições de saúde preexistentes devem ter um cuidado redobrado. Uma avaliação prévia pode ser fundamental para identificar limitações e estabelecer cuidados específicos.

Menos pode ser mais na corrida

A frequência dos treinos também merece atenção. A crença de que correr todos os dias é a chave para melhorar rapidamente pode levar a lesões. O corpo precisa de tempo para se recuperar e se adaptar aos estímulos. “O aumento das cargas deve ser gradual e respeitar as características individuais de cada corredor. Distância, intensidade e frequência devem ser ajustadas com cautela, especialmente para iniciantes. O descanso é parte essencial desse processo de adaptação, reduzindo o risco de sobrecarga”, orienta o médico.

Um profissional de educação física desempenha um papel crucial nesse planejamento, organizando os treinos de acordo com o nível e os objetivos de cada corredor. A personal trainer Rafaellen Ribeiro enfatiza que iniciantes, pessoas que já praticam outras atividades e aqueles que estão retornando de um período de inatividade não devem ter a mesma carga de treinamento.

“A evolução na corrida exige equilíbrio. É vital respeitar as etapas do processo e compreender que o descanso é parte integrante do treino. O acompanhamento profissional é fundamental para guiar essa progressão de maneira adequada”, ressalta Rafaellen.

Preparação física e fortalecimento

Além de uma progressão segura, outro aspecto fundamental é preparar o corpo para os impactos repetitivos da corrida. O fortalecimento muscular é essencial para suportar as articulações e melhorar a resistência do organismo diante das cargas durante os treinos.

“Não podemos nos limitar a correr. O corpo precisa estar preparado para esse esforço. O fortalecimento, aliado a uma recuperação eficaz e aumento gradual das cargas, é crucial para prevenir lesões, especialmente quando se busca aumentar distâncias ou treinar com mais frequência”, recomenda o especialista.

Adotar hábitos saudáveis como sono adequado, hidratação e uma alimentação equilibrada também são partes desse cuidado. Embora um bom par de tênis seja importante, ele não substitui a preparação física e o planejamento dos treinos.

Superando desafios na corrida

A corredora amadora Carliene Pereira é um exemplo de como entender esse processo pode fazer a diferença. Ao iniciar na corrida, ela acreditava que treinar diariamente seria a melhor forma de obter resultados rápidos.

“Eu corria todos os dias, achando que quanto mais eu treinasse, mais rápido eu evoluiria. Mas, na verdade, meu corpo não tinha tempo para descansar e eu não via progresso. Foi então que percebi a importância de buscar orientação profissional e respeitar o processo”, compartilha.

Ao se juntar a um grupo de corrida e contar com a supervisão de um profissional, Carliene mudou sua abordagem. Ela aprendeu que aumentar distâncias ou tentar acompanhar o ritmo de outros corredores nem sempre significa evolução.

“Com acompanhamento, compreendi que cada corredor está em um momento diferente. Aprendi que o descanso é parte do treino e que não adianta querer pular etapas. Depois que busquei orientação, minha evolução foi muito mais segura”, relata.

Com o tempo, Carliene passou de treinos iniciais a competições de rua, conquistando pódios. Para ela, o principal resultado foi entender a corrida como um processo a longo prazo.

“A corrida transformou minha rotina. Hoje, sei que resultados não vêm de treinos diários, mas de treinos certos, descansos adequados e confiança no processo. Após buscar orientação profissional, apenas evoluí”, conclui.

A importância da avaliação individual

A avaliação médica é especialmente relevante para aqueles com histórico de lesões, dores persistentes ou condições de saúde que possam interferir na prática. Já a orientação de um profissional de educação física é crucial para traduzir essas informações em um planejamento de treino que se adeque à realidade de cada corredor.

Renato Pinto ressalta que não existe uma solução única que funcione para todos. “É fundamental respeitar o histórico clínico, o condicionamento e os objetivos individuais. Quando a evolução é gradual, acompanhada de fortalecimento e períodos adequados de recuperação, as chances de manter a corrida como um hábito a longo prazo aumentam”, conclui.

Assim, mais do que correr uma distância maior ou cronometrar um tempo mais rápido, o verdadeiro desafio para os iniciantes é aprender a evoluir sem atropelar etapas. Afinal, na corrida, cuidar do corpo é parte essencial do caminho para continuar cruzando linhas de chegada.

Sobre a Hapvida

Com mais de 80 anos de experiência, o Grupo Hapvida se destaca como o maior ecossistema de saúde da América Latina. Contando com mais de 75 mil colaboradores, a empresa atende cerca de 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia nas cinco regiões do Brasil.

A estrutura da Hapvida foi desenvolvida com foco no cuidado integral, abrangendo mais de 800 unidades em todo o país, incluindo 84 hospitais, prontos atendimentos, clínicas médicas, centros de diagnóstico e coleta laboratorial, além de espaços voltados para o cuidado preventivo e crônico.

Essa combinação de serviços, sustentada pela qualidade médica e inovação, resulta em uma empresa equipada com os melhores recursos humanos e tecnológicos para atender seus clientes.

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